Perfil e habilidades para empreendedor o-jovem-empreendedor

Published on dezembro 23rd, 2014 | by Empreende Biblio

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Perfil, habilidades e atitudes empreendedoras

By Bruna Ferreira do Nascimento

Dez/2014

Ao tratarmos do assunto empreendedorismo, é importante que haja um conhecimento prévio para que seja possível atingirmos os objetivos em questão. O ramo do empreendedorismo, cada vez mais vem ganhando visibilidade, forças e sendo uma porta na vida de muitas pessoas. No Brasil, o índice de novos empreendedores tem aumentando consideravelmente, em especial “empreendedores por necessidades”, que muitas das vezes acabam investindo em algum negócio para complemento de renda ou até mesmo única renda familiar. Portanto, para empreender precisamos saber por onde começar uma empresa e quais os méritos, o perfil, as habilidades e atitudes que esse profissional precisa ter ou adquirir para que seus negócios possam expandir e alcançar um lugar considerável no mercado.

Para tanto, tomaremos como base alguns textos e demais meios de informação que abordem o assunto, assim como empreendedores bem sucedidos que dão dicas para novos possíveis empreendedores, sobre o que é preciso que ele tenha para conquistar seu espaço.

Perfil do Empreendedor

Antes de falarmos do perfil do empreendedor, é importante salientar que  pessoas que não estejam ligadas, direta ou indiretamente, ao empreendedorismo podem acabar comparando este profissional ao administrador em muitas circunstâncias, entretanto seus objetivos e atributos vão além aos do profissional da administração, já que para alcançar o sucesso ele precisa levar em conta características sociais e ambientais.  Além de ter um conhecimento aprofundado sobre o negócio em que deseja atuar, “outo fator que diferencia o empreendedor de sucesso do administrador comum é o constante planejamento a partir de uma visão de futuro.” (DORNELAS, 2008, p. 19).

Segundo Dolabela (1999, p. 28), “[...] o empreendedor é um ser social, produto do meio em que vive (época e lugar). Se uma pessoa vive em um ambiente em que ser empreendedor é visto como algo positivo, terá motivação para criar o seu próprio negócio”.

De acordo com Reis e Armond (2012), o empreendedor é aquele que possui métodos inovadores para se dedicar e modificar qualquer área do conhecimento humano, criando novidades e fundando empresas. Diante disso, podemos entender melhor o perfil que esse profissional precisa apresentar para que seus negócios consigam conquistar um espaço no mercado. Mas esse perfil, qual é? É possível que qualquer um seja um empreendedor, ou será uma qualidade nata?

Cada empreendedor possui características próprias que muita das vezes compõe sua personalidade, não sendo, no entanto, de comum entendimento de todos, impedindo que o perfil desse grupo seja algo homogêneo. Essas características devem passar por um processo de aperfeiçoamento e para isso é importante que o empreendedor receba ajudas para compreender e identificar os pontos que precisam ser trabalhados.

Para Dornelas (2008), é um mito que empreendedores nascem com o dom de alcançarem o sucesso. A capacidade de ter visão e empreender depende da busca por oportunidades e do esforço. Um conhecimento cumulativo sobre a área de interesse, que com tempos de estudos centralizados proporciona habilidades e experiências ao profissional.

Para ele, empreendedores precisam ter visão de futuro sobre seus negócios, devem saber tomar decisões corretas na hora necessária, sem medo de fazê-las. Precisam ser capazes de colocar o plano na prática de modo a agregar valor ao serviço em questão, explorando ao máximo qualquer oportunidade de crescimento que lhe apareça. O empreendedor tem a capacidade de enxergar em coisas pequenas e comuns a chance de crescer, evoluir e alcançar objetivos. Eles são determinados e dinâmicos, não deixam que os obstáculos os façam desistir de seus objetivos. E por último, porém não menos importante, eles são dedicados. Empreendedores precisam se doar na dedicação de seus negócios. A evolução de sua empresa depende de força de vontade e comprometimento.

O perfil do empreendedor pode ser um fator que resulta no fracasso ou sucesso da empresa, juntamente com as influências internas e externas. Por isso é importante que este profissional tenha o máximo possível de conhecimento no ramo de atividade escolhido e esteja sempre se renovando e buscando novas informações e diferentes atrativos. Além de comprometimento, é importante que haja persistência e dedicação.

Embora um empreendedor ideal não tenha seu perfil facilmente definido, ele deve ter algumas características inerentes ao desafio: deve ser tolerante a riscos; ter disciplina e capacidade planejadora; ser capaz de visualizar mentalmente seu empreendimento antes que o mesmo tenha iniciado; ter capacidade de liderar pessoas e processos; ser flexível e tolerar erros, aprendendo com os mesmos.

Dificilmente alguém começa seus negócios sendo conhecido e reconhecido no mercado, por tanto o empreendedor deverá largar o comodismo e buscar aprimorar seu perfil e habilidades. O empreendedor é seu próprio chefe, e por isso estará diretamente envolvido com todos os problemas que a empresa possa vir a ter. É o momento de evoluir, e ter em mente que o empreendimento depende exclusivamente de uma boa postura por parte do empreendedor.

Habilidades do Empreendedor

Um aspecto muito importante em relação às habilidades empreendedoras é gostar e se identificar com o setor em que escolher investir. É importante ser convincente e saber utilizar os diferentes elemento que auxiliam no desenvolvimento do negócio.

Para Reis e Armond (2012, p. 30):

As habilidades requeridas de um empreendedor podem ser classificadas em três áreas:

Técnicas: envolve saber escrever, ouvir as pessoas e captar informações, ser organizado, saber liderar e trabalhar em equipe.

Gerenciais: incluem as áreas envolvidas na criação e gerenciamento da empresa (marketing, administração, finanças, operacional, produção, tomada de decisão, planejamento e controle).

Características pessoais: ser disciplinado, assumir riscos, ser inovador, ter ousadia, ser persistente e visionário, ter iniciativa, coragem, humildade e, principalmente, ter paixão pelo que faz.

É certo que certas habilidades são de extrema importância para a evolução de um negócio, porém, grande parte delas podem ser aprimoradas ou adquiridas, dando chance para que qualquer pessoa possa se tornar um empreendedor.

Ao resolver montar um negócio, deve-se ter em mente que para isto é necessário tempo e comprometimento, por isso é importante que o profissional tenha paixão pelo o que escolher fazer. A paixão provavelmente será um meio de motivação pessoal e da equipe, já que o trabalho principalmente no início, requer atenção total.

Ter disciplina financeira também é uma habilidade preciosa que pode ser adquirida com a prática. É preciso que o empreendedor tenha conhecimento de todos os gastos que a empresa tem e que poderá vir a ter futuramente, para que assim ele possa ter um controle do capital de giro. A presença de estratégias e planejamentos é essencial para o controle de desenvolvimento e análise de resultados da empresa, para isso o profissional deve estar sempre renovando e estabelecendo novas metas de curto, médio e longo prazo.

Segundo Reis e Armond (2012, p. 30), primeiramente o empreendedor precisa assumir riscos. “Arriscar conscientemente é ter coragem de enfrentar desafios, de tentar um novo empreendimento, de buscar, por si só, os melhores caminhos. É ter autodeterminação. Os riscos fazem parte de qualquer atividade e é preciso aprender a lidar com eles.”

Em seguida é preciso identificar oportunidades. Para o autor, identificar as oportunidades oferecidas pelo mercado e utilizá-las na realização de um bom negócio é outra marca importante.

Ter conhecimento. Qualquer tipo de conhecimento é bem vindo. Quanto mais conhecimento, maior a chance de êxito nos negócios.

Ter senso de organização. “É bom não esquecer que, na maioria das vezes, a desorganização, principalmente no início do empreendimento, compromete seu funcionamento e seu desempenho.” (REIS, ARMOND, 2012, p. 31)

Tomar decisões acertadas é um processo que exige o levantamento de informações, a análise fria da situação, a avaliação das alternativas e a escolha da solução mais adequada. O verdadeiro empreendedor é capaz de tomar decisões corretas na hora certa.” (REIS, ARMOND, 2012, p. 31)

Ter liderança ajuda nas relações de trabalho e no alcance das metas e dos objetivos traçados. Saber liderar é uma qualidade necessária para o feedback dos funcionários e da empresa. O bom líder deve ser capaz de motivar sua equipe para que o trabalho flua da melhor forma possível e haja melhores resultados obtidos.

Ser dinâmico “[...] e cultivar um certo inconformismo diante da rotina é um de seus lemas preferidos. Outra característica é a independência. Determinar seus próprios passos, enfim, buscar a independência é meta importante na busca do sucesso.” REIS, ARMOND, 2012, p. 31- 32)

Ser otimista é uma característica para alcançar o sucesso. O otimista consegue superar os obstáculos de forma mais fácil, pois consegue olhar além das dificuldades e por vezes utilizá-las como força para alcançar objetivos.

E por fim, ter tino empresarial. “O que muita gente acredita ser um ‘sexto sentido’, intuição, faro empresarial, típicos de gente bem-sucedida nos negócios é, na verdade, na maioria das vezes, a soma de todas as qualidades descritas até aqui.” (REIS, ARMOND, 2012, p. 32)

As características apresentadas acima auxiliam o bom funcionamento e desenvolvimento da empresa. O empreendedor que consegue reunir o maior número dessas características terão maiores chances de conquistar o mercado e serem bem sucedido nos negócios, já que terão forças suficientes para lidarem com os obstáculos.

Atitudes Empreendedoras

Em relação às atitudes, é importante que o empreendedor seja acima de tudo pró-ativo e comprometido. Os resultados obtidos dependem da capacidade de percepção do empreendedor em relação às novidades. A atitude esta ligada a personalidade e autoconfiança do empreendedor.

Reis e Armond (2012, p. 25) propõem os dez mandamentos de como ser bem sucedido:

  • Esteja sempre atento às mudanças no mercado e às expectativas dos clientes.
  • Nesses tempos de crise, é bom ser prudente e analisar a situação antes de tomar decisões.
  • Faça constantes pesquisas de preço junto aos fornecedores, procurando negociar também prazos e formas de pagamento.
  • Busque diferenciais para seus produtos e serviços, pesquisando a atuação de seus concorrentes;
  • Mantenha-se persistente, não se deixando abater pelos problemas do dia-a-dia.
  • Ofereça o máximo de pagamento ao cliente, como cheques, dinheiro, cartões de crédito, pré-datados e, no caso de restaurantes, tíquetes.
  • Seja o melhor vendedor de sua empresa. Treine também sua equipe para que ela faça um Market share, ou seja, venda o maior número possível de produtos a cada cliente.
  • Desenvolva promoções que ajudem a cativar o cliente e a divulgar o seu produto ou serviço.
  • Aprenda a planejar o futuro, definindoseus objetivo e um plano de ações para alcançá-los.

 

O empreendedor deve ser o modelo a ser tomado de exemplo pelos demais colaboradores e funcionários, além do responsável pela busca de crescimento e reconhecimento da empresa. “[...] pode-se então entender as fases do processo empreendedor: 1. Identificar e avaliar a oportunidade; 2. Desenvolver o plano de negócio; 3. Determinar e captar os recursos necessários; e 4. Gerenciar a empresa criada.” (DORNELAS, 2008, p. 26)

A primeira e principal atitude do empreendedor é reconhecer uma oportunidade e agarrá-la. É comum deixarmos que as oportunidades passem por nós sem nos darmos conta. Desperdiçar chances de crescimento profissional e até mesmo pessoal é algo que ocorre espontaneamente e quando percebemos, na maior parte das vezes, já é tarde demais. Isso é um diferencial do verdadeiro empreendedor. Eles identificam as oportunidades e os riscos que elas apresentam, buscando sempre a realização de suas metas pessoais, sem deixarem de analisar o espaço e a situação em que seus competidores se encontram.

A segunda etapa diz respeito ao desenvolvimento de um plano de negócio. Para empreendedores de primeira viagem, esta parte do processo pode ser considerada como a mais complicada, já que lhes falta experiência para realização do mesmo. Porém, este documento serve de apoio ao empreendedor nas escolhas e decisões que precisam ser tomadas na empresa bem como sobre o seu futuro.

Reis e Armond (2012, p. 107) explicam que:

Com o plano de negócio é possível identificar os riscos e propor planos para minimizá-los e até mesmo evita-los; identificar seus pontos fortes e fracos em relação à concorrência e o ambiente de negócio em que atua; conhecer seu mercado e definir estratégias de marketing para seus produtos e serviços; analisar o desempenho financeiro de seu negócio, avaliar investimentos, retorno sobre o capital investido; enfim, o empreendedor terá um poderoso guia que norteará todas as ações de sua empresa.

Além disso, o plano de negócio auxilia na apresentação das principais características do negócio e tem como público principal: parceiros, incubadoras, bancos, sócios potenciais, fornecedores, clientes potenciais, grandes executivos e a própria empresa, todos com o objetivo de ajudar de alguma forma a empresa a se estabelecer.

Neste sentido, Dornelas (2008, p. 27) enfatiza que “determinar os recursos necessários é consequência do que foi feito e planejado no plano de negócio”.

Diante do que for pré-estabelecido em um documento, o empreendedor deve se preocupar em decidir os equipamentos e meios de atingir objetivos, juntamente com a captação de recursos para elaboração do planejamento em prol do cumprimentos das metas.

Por último, gerenciar a empresa criada, onde estão incluídos a formação da equipe, os estímulo aos funcionários, os gastos mensais da empresa, os lucros, a busca por melhorias, a designação de tarefas, preparação da equipe, emissão de relatórios, marketing do produto e da empresa, aquisição de parcerias, as cobranças de resultados, entre outros.

Comportamento Ético

É importante pensar no termo ético como sendo um conjunto de normas que conduzem as pessoas e orientam uma sociedade. A ética pode derivar de acordo com a concepção de humanismo que o homem constrói de acordo com a sociedade que ele esta inserido.

“ [...] agir eticamente é observar princípios não inventados, mas derivados do homem, dos bens que tenta conseguir e das suas motivações. A ética dos fins não é, portanto, distinta e independente da ética dos princípios.” (PINEDA, 2011, p. 18).

A definição de ética sobre o que é certo e errado, bom ou mal, depende do conjunto de normas e de valores predefinidos por cada sociedade, já que os valores éticos variam de acordo com as circunstâncias determinadas, e todos os povos possuem sua ética, seus costumes e suas práticas.

“Em geral, os empreendedores e gestores apresentam diferenças mínimas em suas perspectivas relacionadas à ética de diversas atividades e em suas percepções éticas a respeito de outras.” (HISRICH; PETERS; SHEPHERD, 2013, p. 33).

É importante que as empresas ajam com transparência e responsabilidade social. Estas possuem como características, a responsabilidade de prover uma pluralidade, onde o mercado deverá prestar contas a todos que estiverem de alguma forma, envolvidos com a empresa, sejam eles acionistas, funcionários ou ao governo.

Todos os envolvidos possuem responsabilidades sociais de acordo com o código de ética de sua área de envolvimento.

Aproveitar oportunidades de desenvolvimentos sustentáveis, ou seja, “para que ações empreendedoras que preservam a natureza sejam consideradas empreendedorismo sustentável, elas também precisam desenvolver ganhos para o empreendedor, terceiros e/ou a sociedade.”(HISRICH; PETERS; SHEPHERD, 2013, p. 21).

As concepções filosóficas da ética têm por finalidade, abordar a natureza e os fundamentos das praticas diante de seus valores, bem como de seus conceitos. Ter um código de ética na empresa é de extrema importância, pois visa sistematizar princípios que orientem os profissionais. “Os padrões éticos são aplicados sempre que uma decisão é tomada ou uma ação é executada, não somente durante as situações controversas.” (HISRICH; PETERS; SHEPHERD, 2013, p. 21).

Promover uma relação de confiança entre os funcionários da empresa, é uma forma a garantir que todos apliquem comportamentos e atitudes com valores e princípios éticos e garantir que o serviço seja realizado com compromisso e comprometimento.

Faz parte da postura ética também, o respeito aos direitos pessoais de cada colaborador, independente da etnia, religião, sexo ou até mesmo idade. Proporcionar condições de trabalho adequadas, dando o direito a segurança, saúde e higiene. Promover cursos de atualização, programas de formação e desenvolvimento, é uma forma ética de promover o incentivo da equipe.

“Empreendedores, gerentes e empresas precisam garantir que estão levando a empresa e os funcionários na direção certa. Para evitar possíveis abusos, o melhor conselho, é construir, cultivar e manter um ambiente de confiança e organização como um todo, desde os primeiros momentos.” (HISRICH; PETERS; SHEPHERD, 2013, p. 88).

Em relação aos clientes, deve haver respeito mútuo de forma que a empresa se esforce para atender as necessidades de cada cliente, com qualidade.

Sobre a concorrência, deve-se respeitar o espaço e as condições, sem tentar prejudicar ou denegrir a imagem alheia.

De acordo com Pineda (2011, p. 205):

[...] o empreendedor tem razões econômicas e de negócio para promover um ambiente ético em sua esfera de influência. Por um lado, razões legais e estratégicas são um motivador importante. Do mesmo modo, apresentam-se atitudes pragmáticas que levam a uma conduta ética: funcionários tratados com respeito e dignidade tendem a ser mais leais a sua empresa e produtivos em seu trabalho; consumidores de países desenvolvidos preferem produtos e serviços de empresas que tratam seus colaboradores com respeito e atuam de maneira responsável; os melhores funcionários preferem trabalhar para uma empresa com boa reputação moral.

Portanto, para conquistar seu espaço, a empresa deve se apoiar em um código de ética, que servirá de auxílio para os funcionários, na realização de suas tarefas. A postura perante a empresa e aos concorrentes pode ser um diferencial positivo para seu crescimento. O bom comportamento é um dos fatores para que o empreendedor seja bem sucedido, além de deixar a sensação em saber que tudo foi construído e pensado levanto em conta os princípios éticos e morais.

EXEMPLOS DE EMPREENDEDORES BEM SUCEDIDOS

Para exemplificar a importância do bom comportamento e de uma visão de futuro, de modo a aproveitar oportunidades em áreas ainda não exploradas, segue a baixo alguns importantes e conhecidos empreendedores, que alcançaram o sucesso por conta do seu conjunto de competências, habilidades e atitudes, e que não desistiram independente das dificuldades sociais e financeiras, ou proveniente dos próprios negócio.

 

  • Ray Croc: “[...] vendia multimixers, máquinas que despejavam bebidas em vários copos ao mesmo tempo. Como a economia não estava indo bem, as vendas caíam continuamente, até que um restaurante em San Bernadino, na Califórnia, encomendou 8multimixers. [...]o nome do restaurante era mcdonald’s e era administrado por dois irmãos. Ray viu uma boa oportunidade ali: por que não abrir outros restaurantes como esse? ele discutiu a ideia com os irmãos mcdonald, mas eles não estavam interessados em expandir as operações do restaurante. Então Ray, que não tinha experiência nenhuma com o mercado de restaurantes,resolveu encarregar-se da expansão do mcdonald’s. aos 52 anos, Ray começou a jornada para tornar o mcdonald’s a maior rede de restaurantes fast-food do mundo.” (PESCE, 2012,  p. 15)
  • Roberto Marinho: “[...] empreendimentos relacionados à televisão só aconteceram muito mais tarde em sua vida. Como presidente das organizações Globo desde jovem, ele inicialmente focou seus projetos em jornais e rádio. Roberto marinho fundou a Rede Globo de Televisão em 1965, aos 60 anos de idade, e ao longo dos anos tornou-auma das maiores redes de Tv do mundo.” (PESCE, 2012, p. 17)
  • Flávio Augusto:  “Aos 19 anos começou a trabalhar no departamento comercial de uma escola de inglês com a intenção de ter sua própria renda. Depois de algum tempo, trancou a faculdade no curso de Ciências da Computação na Universidade Federal Fluminense e passou a dedicar-se 100% a sua carreira. Foi então que, aos 23 anos de idade, Flávio fundou a WiseUp, usando como capital inicial, R$ 20 mil reais de seu cheque especial a um custo de 12% de juros ao mês 10 .Em paralelo com seus empreendimentos Flávio Augusto comanda um projeto chamado Geração de Valor onde ele prepara, e orienta jovens empreendedores, fazendo-os pensar fora da caixa, de uma maneira diferente da maioria da população, pois segundo ele mesmo “Quem faz o que todos fazem, chegará onde todos chegam”.” (WIKIPÉDIA)
  • Silvio Santos: “Aos catorze anos já era camelô, trabalhando no centro do Rio de Janeiro [...]Um fiscal de posturas da prefeitura carioca, percebendo o potencial de voz de Silvio, o convidou a fazer um teste na Rádio Guanabara (atual Rádio Bandeirantes do Rio de Janeiro).Silvio conquistou o primeiro lugar no teste da rádio, ganhando de nomes como Chico Anysio e José Vasconcelos, mas se manteve apenas 1 mês como radialista pois como ambulante ganhava mais.7Aos dezoito anos serviu ao Exército Brasileiro [...] Sabendo que a carreira de camelô era incompatível com a de militar, Silvio decidiu ser locutor de uma rádio em Niterói.[...] decidiu montar um serviço de alto-falantes nas embarcações. Nos intervalos das músicas, Silvio fazia anúncios de produtos. [...] A carreira de Silvio Santos em São Paulo começava a se desenhar após um acidente com a barca em que atuava. Com a embarcação no estaleiro, Silvio ficou sem poder exercer sua função. E o diretor da Antárctica o convidou a passar um tempo na “Terra da Garoa”. [...] Logo passou à televisão, adaptando o formato dos shows, espetáculos e sorteios que fazia no circo. Seu primeiro programa, Vamos Brincar de Forca, estreou em 1962 e era transmitido pela TV Paulista, à noite. Em 1964, passou a comandar seu programa aos domingos, das 12 às 14 horas. No decorrer dos anos, o formato seria expandido e aprimorado no Programa Silvio Santos.” (WIKIPEDIA)

 

Conclui-se que para empreender, primeiramente é importante querer. É preciso se conhecer para que não haja confusão entre o querer com o desejo. Quando a mente está focada para algo positivo relacionado a vontade verdadeira, torna-se mais fácil dessa pessoa estimular sua criatividade, aproveitar oportunidades e fazer escolhas.

O empreendedor enxerga as transformações num determinado campo. É necessário que ele seja empenhado e esteja sempre por dentro de seus negócios. Para ser um empreendedor é preciso acima de tudo, querer. A empresa é a concretização de planos e sonhos pessoais e por isso, terá o mesmo perfil que o dono. O empreendedor precisa ser visionário para enxergar possibilidades, corajoso para correr riscos e avançar, e ser competente para conseguir fazer acontecer, de forma que os negócios ocorram bem, criando habilidades e tendo, sempre, atitudes positivas em relação aos seus empreendimentos.

 

REFERÊNCIAS 

 

DOLABELA, Fernando.  O Segredo de Luísa. São Paulo: Cultura Editores Associados, 1999.

 

DORNELAS, José Carlos Assis. Empreendedorismo: transformando idéias em negócios. 3. ed. Rio de janeiro: Elsevier, 2008.

 

HISRICH, Robert D.; PETERS, Michael P.; SHEPHERD, Dean A. Empreendedorismo.9. ed. São Paulo: AMGH, 2013.

 

PESCE, Bel. A menina do Vale: Como o empreendedorismo pode mudar sua vida.  2012. Disponível em: <https://docs.google.com/file/d/0ByMp433MPh2rd0d5RGl6OHFCMlU/edit?pli=1>. Acesso em: 09 de jun. de 2014

 

PINEDA, Eduardo Soto; MARROQUÍN, José Antonio Cárdenas. Ética nas empresas. Porto Alegre: AMGH, 2011.

 

REIS, Evandro Paes dos.; ARMOND, Álvaro Cardoso. Empreendedorismo. Curitiba: IESDE Brasil, 2012.

 

 


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